Após ser desafiado por um grande presságio, um jovem herói embarca numa incessante busca pelo seu próprio passado, navegando por constantes devaneios sobre a vida cosmopolita, o significado da arte, as amizades distantes e a inevitável passagem do tempo.
A história deste livro é contada em oito capítulos que variam em termos de perspetivas das personagens e em estilos de narrativa. No entanto, a história é só uma, sempre centrada em torno de temas universais do sentido da vida, a memória e a saudade. O protagonista percorre um regresso a casa não tão épico como o título possa sugerir, mas mais quotidiano e simbólico, numa constante batalha entre o conforto do passado e o medo do futuro, encontrando-se a cada momento rodeado por personagens igualmente normais mas que no entanto poderiam cada uma delas ser o herói da sua própria história.
E então este protagonista, que não se chamando Telémaco se chama na verdade Bernardo, começa a sua história em casa, como que refugiando-se no ato de escrever um livro infantil que talvez seja, pelo menos em parte, metafórico de algo mais triste do que possa inicialmente parecer. Aquilo que é um primeiro capítulo denso e simbólico é em breve reencaminhado para uma narrativa tradicional na qual este protagonista vive um dia comum que culmina numa tragédia, a partir da qual o livro novamente adquire estilos de narrativa diversos. Daí em diante o que acontece é a grande telemaquia, ao longo da qual o protagonista é confrontado com a ideia de que a sua história infantil poderá ser reescrita como uma aceitação do futuro, e oferecida a alguém que a mereça, e a continue, como um legado vivo.
A primeira e mais óbvia inspiração deste livro foi a Odisseia de Homero, assim como Ulysses de James Joyce, nomeadamente através da reinterpretação dos grandes temas da antiguidade naqueles mais pequenos momentos da vida quotidiana. Alguns momentos mais específicos do livro foram inspirados pelas obras de Fiódor Dostoievski, nomeadamente Os Irmãos Karamázov. Por último, o lento e às vezes frustrante processo de escrever este livro foi absolutamente desbloqueado com a descoberta da obra-prima que é Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust.
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Telémaco é o meu segundo livro publicado mas é o primeiro que escrevi nesta minha língua materna. A lógica por detrás disso é porque o comecei a escrever em setembro de 2014 mas só o concluí a 3 de abril de 2020. O livro está disponível no Amazon, tanto em formato digital como em papel, que consiste em 300 páginas, ou 103,030 palavras. As maiores inspirações para o livro foram Ulysses de James Joyce e Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust.
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